Nascida de um trabalho informal de animação de crianças, organização de mulheres e luta pelo saneamento básico, nos primeiros anos da década de 80, a Associação Cultural Moinho da Juventude assume-se hoje como um Projecto Comunitário. Foi construída pelos próprios moradores que se confrontavam com problemas comuns e que através duma acção conjunta foram alargando e consolidando os alicerces e objectivos da sua acção. Em 1987 a Associação foi oficialmente constituída por escritura pública. Sendo ONGD desde 2010. As actividades da Associação desenvolvem-se a nível social, cultural e económico, e nas mesmas estão envolvidas crianças, jovens e adultos.
A nível social mantém um "Núcleo de Apoio aos Moradores", que luta pela melhoria das condições de habitação, limpeza e higiene do Bairro, a sua legalização e a legalização dos moradores migrantes. Na área da saúde, mantém círculos de debate e apoia acções de prevenção Preservar e divulgar a cultura de origem dos moradores tem sido um dos eixos das suas actividades, traduzida na criação de grupos culturais como o "Kolá S. Jon", o "Grupo de Batuque Finka Pé" , este último com várias actuações fora do Bairro, como nos Encontros ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian, na EXPO 92 em Sevilha, na EXPO 98 em Lisboa, no Festival Internacional de Teatro de Almada e no Centro Cultural de Belém.
Mantém ainda, com o apoio do Instituto Caboverdiano do Livro uma venda permanente de livros editados e distribuídos em Cabo Verde, por aquele Instituto.
No Jardim Infantil 88 crianças e, no ATL, mais de 80 crianças têm actividades de tempos livres, apoio aos trabalhos escolares, colónias de férias e formação em áreas como o Artesanato, ginástica e Informática. Quarenta responsáveis, residentes no bairro, dinamizam actividades para mais de 400 jovens, dinamizando um "Centro de Informação Jovem", um "Espaço Jovem", "Círculos de Debates", uma Biblioteca Juvenil, Apoio Escolar para Adolescentes, Cursos de Iniciação à Informática e um Núcleo Desportivo em que participam cerca de 300 jovens nas modalidades de Futebol 5, Basquetebol e Ginástica e Grupos de dança de inspiração africana.
A formação dos moradores tem passado também pela alfabetização, actividade que conta já com vários cursos que têm funcionado com boa participação.
Desde o seu início a Associação tem vindo a desenvolver um trabalho de intervenção junto das mulheres. Em 1986 algumas mulheres com empregos instáveis e mal remunerados deram origem a um grupo informal que, em conjunto, discutia e tentava dar resposta às suas dificuldades económicas. São na sua maioria empregadas domésticas e mulheres-a-dias. Reuniam-se regularmente para discutir legislação laboral, mercado de trabalho e meios para adquirirem uma melhor formação profissional.
Desde o início dos anos '90, o Moinho organizou cursos de Formação Profissional, sobretudo para mulheres e jovens em situação de risco com o apoio do Centro de Emprego e o Fundo Social Europeu. Investiu bastante na Economia do Bairro. Desenvolveu novas metodologias de intervenção e adaptou para a realidade portuguesa outras como o DIP e o "Planning for Real".
A realçar o desenvolvimento dum instrumento de validação de competências formais e informais através da Internet.
O Moinho é acreditado como Centro de Formação pelo INOFOR.
 

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