Associação Cultural Moinho da Juventude
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Técnicos/as da Experiência na pobreza e exclusão social(ex Peritos de Experiência)

Início do conceito

"O conceito ‘perit@ de experiência’ (ervaringsdeskundige) terá sido utilizado nos Países Baixos pela primeira vez no Diário ‘De Volkskrant’ de 5/11/1994, definindo @ perit@ de experiência como ‘uma pessoa que adquiriu a sua autoridade na base da sua experiência e não na base da aquisição sistemática de conhecimentos’. No dicionário neerlandês Van Dale de 1999 encontra-se a definição: ‘alguém com muita experiência num determinado terreno’. Exemplo: um@ perit@ de experiência no terreno da anorexia é alguém que teve (ou ainda tem) anorexia e que desta forma sabe muito sobre este assunto. Uma definição mais completa […] encontra-se no Decreto de 21/3/2003 do Governo Flamengo em relação a Luta contra a Pobreza. Este Decreto proporciona a base legal para a criação do emprego de Perit@ de Experiência formad@ na área da pobreza e da exclusão social. A definição ‘d@ perit@ de experiência’ no Decreto de 21/3/2004: ‘Pessoa, que experienciou a pobreza, que reflectiu sobre e equacionou esta vivência e a enquadrou e que, através duma formação, adquiriu atitudes, competências e metodologias para aplicar, duma forma cabal, a sua experiência da pobreza equacionada num ou mais sectores da luta contra a pobreza’” ( In: Meerschaert, G. (2004). http://www.moinhodajuventude.pt/projectos/PeritosTecnicos.pdf )

Apesar da expressão de Peritos da Experiência não fazer parte do uso comum, acreditamos que a ACMJ foi informalmente formando PE’s desde a sua criação, nos anos 80.

Nos anos 90 investimos na formação dos residentes, na cooperação entre Peritos da Experiência e Técnicos e na reflexão sobre os desafios de trabalhar com diferentes tipos de conhecimentos. Desde 2000, a capacidade de recrutar profissionais de diversas áreas aumentou substancialmente. Alguns dos ex-PE’s foram contratados para trabalhar no Moinho como Técnicos, e a maioria permaneceu durante 5 ou mais anos.

A formação experiencial, a participação em cursos de formação profissional e o facto de alguns PE terem adquirido o estatuto de técnico, proporcionou uma evolução na qualidade do trabalho dos Corpos Gerentes e funcionários em geral. Em 1998 a ACMJ foi certificada como uma instituição de formação pelo Instituto de Qualidade e Formação (IQF).

Em 2004 foi iniciado o projecto "DiverCidade", no âmbito do programa EQUAL, financiado pela Comunidade Europeia. Um grupo de trabalho foi criado com o objectivo de desenvolver uma formação profissional de Peritos de Experiência. Esta formação foi baseada no modelo belga, para a formação EE.
                                                                                           
Em 2006, após a aprovação do projecto URBAN II promovido pela Câmara Municipal da Amadora, foi possível testar uma primeira abordagem à formação formal de Peritos de Experiência. Iniciámos com dois cursos de formação, que duraram seis meses cada. Isto resultou numa parceria entre o projecto URBAN II, o "projecto DiverCidade" e ACMJ como o executor das actividades de formação.

Muitos dos formandos destes cursos trabalham agora como Técnicos, tanto no Moinho como em outros centros de trabalho.
 
É também de salientar a intervenção no Programa 2007-2011 da Cova da Moura "Operações de Qualificação e Reinserção Urbana de Bairros Críticos", no âmbito da Resolução do Conselho de Ministros n. º 143/2005, de 7 de Setembro. Foi aprovado um centro de formação para PE, sob a responsabilidade da ACMJ, bem como a integração deste trabalho profissional em diversos contextos de trabalho.

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